Quando vou ao cemitério não há
vez nenhuma que não me pergunte se o
gajo (a ela a dúvida não se aplica) aprovaria aquelas incursões. Chego lá, certifico-me se as lápides
estão de pé. Se a areia não esbeiçou. Faço por ali uns segundos de
retardamento até que lhes oiça as vozes.
Ora a um, ora a outro. Atento no que me dizem (embora nunca lhes responda) e depois venho. No caminho trago sempre comigo
a sensação de que podia ter feito tudo aquilo sem ter lá ido. À distância. Enfim, fica por conta do prazer que extraio do
aroma das flores de plástico.
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