segunda-feira, 25 de novembro de 2013

decisões de risco


Novembro é sempre isto. Uma chuvinha melancólica, um frio que nem o lume aquece, a espera que o vento sem rumo me traga o que mais anseio. Depois, como não chegue, recebo a contrapartida  duns dias de quase Verão, impregnados de aromas do campo e de experiências por fruir.

Já fiz as malas, vou-me a eles daqui a bocado. Contudo, lá chegado não sei que faça primeiro. Talvez corra a ver as árvores novas. As que plantei há três semanas. Ou, talvez fique só pelo terraço, a  ver o sol subir  a escarpa da serra, até ao seu dorso mais alto, atrás do qual se põe. Bom, isto se não me der antes para ficar por ali, quieto, a ler, na cama de rede por baixo da nogueira. Sempre cheia de decisões de risco estas minhas viagens outonais. 

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