Novembro é sempre isto. Uma chuvinha melancólica, um frio que nem o lume aquece, a espera que o vento sem rumo me traga o que mais anseio. Depois, como não chegue, recebo a contrapartida duns dias de quase Verão, impregnados de aromas do campo e de experiências por fruir.
Já fiz as malas, vou-me a eles daqui a
bocado. Contudo, lá chegado não sei que faça primeiro. Talvez corra a ver as
árvores novas. As que plantei há três semanas. Ou, talvez fique só pelo
terraço, a ver o sol subir a escarpa da serra, até ao seu dorso mais
alto, atrás do qual se põe. Bom, isto se não me der antes para ficar por ali,
quieto, a ler, na cama de rede por baixo da nogueira. Sempre cheia de decisões
de risco estas minhas viagens outonais.

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