Não estou a gostar nada da sua cara, disparou ela
sobre mim enquanto em movimentos mecânicos continuava a ligar-me os fios ao
peito, aos pés, aos pulsos e até à alma também, alguns, não muitos. Compreendo-a,
devolvi-lhe eu. É que tenho andando com uns problemas de saúde, que já vai
sendo pouca. Umas vezes os nervos, outras a colite, a próstata, a bronquite,
essas mazelas assim. Ah, então é dos que vão morrer velhos e saudáveis, teimou ela. Os
casos mais graves que por aqui apanho, e também os que morrem mais novos, são os
que imaginando-se de perfeita saúde não chegam sequer a saber o nome da doença de
que são vítimas.
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