Quando
escrevo isto pouco tempo passou desde que um assaltante de um banco em Cascais,
interceptado pela polícia em pleno delito, tentando a fuga, armado, manietando
uma mulher como refém , foi atingido pelos agentes que o perseguiam, depois de
repetidas vezes lhe recomendarem que largasse a arma [sic].
Subitamente,
interrompendo o agente que fazia para a comunicação social o relato dos
acontecimentos, ouvi o repórter [sic] perguntar-lhe se sabia dizer quem tinha
disparado primeiro, a polícia ou o criminoso? [sic]
Ouvi
e não acreditei [sic].
E
assim, sem precisar de mais do que aquilo que a bestialidade acabava de dizer,
só restaria perguntar: sabe-me dizer se o disparo efectuado pela polícia doeu
ao perfurar o corpo do assaltante? Ou,
precisando ainda mais, em matéria de rigor jornalístico: acha que a polícia
consegue determinar o cretino que eu sou quando faço perguntas destas? [sic]
A
infeliz verdade é que este caso traduz fielmente a triste realidade em que se encontra
o nosso jornalismo televisivo [sic].
Sem comentários:
Enviar um comentário