Num só fim de semana - três dias - o meu neto mais velho (seis anos) perguntou-nos duas vezes se ainda iremos estar vivos quando ele tiver filhos.
Não sei o que ele tem em mente. Nem me atrevo a perguntar. Limitámos-lhe a dúvida desviando-lhe a atenção e pouco mais. Contudo, é nestas ocasiões que penso que se a inocência das crianças pode ser enternecedora, os seus desamparos, assim expressos, partem-nos o coração.
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