quinta-feira, 28 de agosto de 2014

sonhos

Certamente desagradado com os que tem tido confessou-me que dorme sem eles. Sem os ter. Deixou pousar a vida no fim e cansado de se fazer de criança maltratada desistiu. Seguiu em frente, diz. Vive o momento, indiferente ao futuro. Rodeado de alguns conhecidos que trata por amigos. Lençóis sujos de relações a que chama sentimentos. Afastado da família que abandonou. Distante dos filhos que evita. Estou em paz, estou finalmente em paz, fez questão de repetir.  Eu, no entanto, tenho outra opinião. Penso para comigo que já os teve todos. Que os esgotou. Deve ser muito triste dormir uma noite (ou um sono) assim. 

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