Certamente desagradado com os que
tem tido confessou-me que dorme sem eles. Sem os ter. Deixou pousar a vida no
fim e cansado de se fazer de criança maltratada desistiu. Seguiu em frente,
diz. Vive o momento, indiferente ao futuro. Rodeado de alguns conhecidos que
trata por amigos. Lençóis sujos de relações a que chama sentimentos. Afastado
da família que abandonou. Distante dos filhos que evita. Estou em paz, estou
finalmente em paz, fez questão de repetir. Eu, no entanto, tenho outra opinião. Penso
para comigo que já os teve todos. Que os esgotou. Deve ser muito triste dormir
uma noite (ou um sono) assim.
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