terça-feira, 12 de agosto de 2014

tudo (ou quase tudo) se perdoa

Tenho tido uns flashes duma imagem do altíssimo, no dia em que ressuscitou, a distribuir perdões (e afins) pelos pecadores mais empedernidos. Vá lá saber-se porquê, eu que nunca pequei mais do que ditaram as necessidades, integro a lista dos pedintes. Outros há que nela não se incluem convictos que ninguém os topa. Nada a fazer, em todo o lado há sementes das quais brotam as mais belas flores da maldade. Por isso, mesmo que não seja bonito de mostrar o mal que pensamos dos outros, não quer dizer que tal seja um engano. É que, já dizia o meu avôzinho, o mal deve  olhar-se de frente e perdoar-se nem que seja de costas. Assim tenho feito ultimamente. Já me faltavam poucos. Restavam os que apenas se tinham aproximado para me usar. Fiz-lhes anunciar o abraço e, descobrindo-me actor, pedi desculpa, um imprevisto (qual degrau intransponível) a impedir-me o balanço para ir mais longe. Isto da amizade é muito enganador. Às vezes. 

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