E a cada livro que me dava (deu-me muitos) juntava a mesma recomendação:
não exibas todas as tuas leituras, deixa que se conheçam apenas as que não
revelam aquilo que se passa dentro de ti.
Não é por mal, acrescentava, mas
porque algumas pessoas ainda pensam que são os nossos prazeres que deixam rasto e que expõem a
nossa nudez.
Mas, pronto, já faleceu o aqui
revelado conselheiro – meu ex-professor – e talvez um dia eu desrespeite a sua
recomendação e me disponha a destapar o
que se esconde nestas entrelinhas.
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