O problema dos funis, quase todos, é que estreitam. Não
fora isso e certamente ninguém repararia ser também com base nessa estratégia que ela espera encontrar saída para a conquistada (com determinação, diga-se) miséria humana a
que ascendeu há muito. Onde quer que seja ei-la de braços abertos, disposta a
acolhê-los (a todos) afunilando-os para o seu último reduto de conseguimento.
Falhando este já nada mais lhe resta. Dá uma certa pena, é triste, e deprimente
também, mas é esta a trágica realidade. Um espectáculo que apela à piedade
este, de ver alguém disposto a tudo (seja isso o que for) o que lhe permita aliviar
o amargo da solidão e da necessidade. E,
mesmo sabendo que deus dá o frio conforme a roupa, não há Natal que resista a
semelhante desnudamento.

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