Não me perguntem se gostei
que não darei resposta, e presumo que mentir seja desnecessário. Há coisas que devendo
apenas acolher-se na sua ordem, vá lá saber-se porquê
– insondáveis que são os caminhos da fatalidade, não escapam a uma
condenada desordem. Outras há, contudo, que começando por ter todos os condimentos
para poderem correr mal debatem-se com a crua inevitabilidade de correrem ainda
pior. Porquê? É indiferente, quando após
muito buscar não se encontra nada (nem substância) a que possamos dirigir um agrado.
Em boa verdade quando tudo é mau de pouco nos serve saber o que é o pior. Em
especial se o pior (o pior mesmo) é que até uma simples festa de natal deriva
daquilo que somos.
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