quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

(des)interesses

Revejo-me na opinião do JRC sobre‘amigos’. Mais ainda por que lê-lo me traz à memória alguns que me atravessaram a vida. Poucos. Uns, que me deixaram vagamente desapontado, outros, que nem isso. Verdade se diga não mais que meia dúzia sobreviveu ao tempo. E desses, quase nenhum vindo das verduras da adolescência. Destaque mesmo, merecem os que me surpreenderam, não pela merda (leia-se, fraude) de pessoas que eram, mas pela forma virtuosa e sã de nada esperar em troca do que traziam. Dois ou três. Não houve mais.  Diverte-me, no entanto, que tantos pensem caber nesse reduzido número. Como se, na sua opinião, a amizade fosse isso, de não saberem sequer de que males padecem e onde apertam as necessidades dos que julgam ter como amigos. O pior (pior mesmo) é que a amizade não é um serviço. Talvez por isso, às vezes, a simpatia pareça amizade.  Talvez por isso, se possam enganar algumas pessoas durante todo o tempo, e todas as pessoas durante algum tempo. Agora, o que não é nada fácil é enganar todas as pessoas o tempo todo.   

Sem comentários: