Ligado à máquina vou afinando a mão.
Terá ela afinamento? Vou burilando a
pedra do saber até que nela se consiga perceber a escrita. Não será isso
ambição a mais? (Talvez, logo se vê.) Um ano ou dois, já houve alturas em que três,
e entrego-o ao abandono. Como quem tem pela frente um deserto a atravessar. Um
desvio de nada. Uma saída de estrada. Para depois, já amanhã ou daqui uns
meses, sei lá, retomar a viagem por outras letras. Afinando a mão de novo. Satisfazendo
o que tenho de sobra. Necessidade. Desprezando o que tenho a menos. Aptidão.
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