sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

para onde aponta o futuro - 2º acto

Repetição e canseira num aranzel mais monótono que o cair da chuva (daquela que chateia mais do que molha) lá fora. Futilidades a contendo extraídas quase todas das notícias do dia, dos suportes do costume. Um reler o já lido que mal seduz até pela pobreza da opinião acrescida. Uma temperatura morna que não engravida o interesse de ninguém, de resto, como se tem vindo a concluir nos contadores que ali instalou para numerar seguidores. No fundo sente-se o passado a consumir o futuro que a falta de imaginação não promete. Já se quer ao menos que mudasse o gosto pelo que lê. Mas não. Mais do mesmo, que sendo já mau piora ao mudar de sítio. É só por isso que, cansado de lá ir em vão, vezes sem conta, eu me disponho agora a por lá passar só quando o rei faz anos (data que por sinal me escapa). Afinal nem sempre escrever bem é suficiente para nos atrair à leitura. Aliás, eu diria mesmo que nunca será bastante. 

(Cai o pano.)
  

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