Repetição e canseira num aranzel mais monótono que o cair da chuva (daquela
que chateia mais do que molha) lá fora. Futilidades a contendo extraídas quase
todas das notícias do dia, dos suportes do costume. Um reler o já lido que mal
seduz até pela pobreza da opinião acrescida. Uma temperatura morna que não
engravida o interesse de ninguém, de resto, como se tem vindo a concluir nos
contadores que ali instalou para numerar seguidores. No fundo sente-se o
passado a consumir o futuro que a falta de imaginação não promete. Já se quer
ao menos que mudasse o gosto pelo que lê. Mas não. Mais do mesmo, que sendo já
mau piora ao mudar de sítio. É só por isso que, cansado de lá ir em vão, vezes
sem conta, eu me disponho agora a por lá passar só quando o rei faz anos (data
que por sinal me escapa). Afinal nem sempre escrever bem é suficiente para nos
atrair à leitura. Aliás, eu diria mesmo que nunca será bastante.
(Cai o pano.)
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