Não dá
para explicar. Ninguém (se calhar, ninguém mesmo) entenderia do que falo. São
dias e dias a sucederem-se, a eito, uns a seguir aos outros, em que os
acontecimentos me induzem num estado de felicidade único. Longe do esgoto a céu
aberto das imitações e das cópias de má qualidade em que tive de engolfar-me
para aqui chegar. O único préstimo que lhes encontro é o de terem servido de
via de acesso a esta paz. É também o de me terem mostrado o que há de pior na
espécie humana por forma a não voltar a ter de com essa miséria me cruzar.
Agora sim, já dá para explicar.
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