Sou um admirador confesso da tua máscara de
pessoa boa. Comecei até por achar que a usavas como fuga ao excesso de olhar dos outros sobre ti. Percebi depois que não. O propósito é apenas o de ocultar
a verdade. As verdades. Desviar a curiosidade alheia
dessa trajectória a que chamas vida.
Porém, bem sabes, é fatal e implacável o julgamento quando se brilha
assim, como um farol em plena escuridão. A metáfora, convenhamos, assenta-te a
matar. Mas, deixa lá, não te indignes,
não é tão mau assim. Mau é outra coisa. Mau é algo melhor que isso que mostras.
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