O mês de maio é de todos
aquele em que tenho mais amigos. Alguns são inevitáveis, por respeito que lhes
devo. Contas antigas a que jamais serei paz de me furtar. Outros nem os conheço. Olho-os
com uma estranheza que não parece ser suficiente. Nem assim desistem. O melhor é não ligar. Finjo eu não ter
percebido que percebi que eles perceberam. Assim como assim, tudo é irreal
neste mundo e, para a semana já passou. Já terão ido estes. Voltarei a ter os
que tinha em fevereiro e março. Dos mais, já nem sequer darei conta da sua
existência. Nem da ausência. Para a semana será outra vez Janeiro. Tenho
a certeza.
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