segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

indiferenças que o tempo traz consigo

Depois de ter exercido uma profissão repleta de fantasmas bastaram-me uns meses nesta ilha de silêncio e indiferença onde me refugiei, sem conviver com essa gente que finge que não está a fingir, que entra e sai das nossas vidas em função das suas precisões, especializados em relações (e só nessas) em que o retorno lhes possa ser útil, para perceber quem possui realmente a importância que lhe dou (ou dei, ou dava, deixo à escolha).

É assim, feliz (digo-o sem cultivar ressentimentos), longe desse território de fronteira entre a lucidez e a ilusão, que eu hoje me movo, apenas e só, no meio dos que comigo partilham mais do que pedem.


Claro que, aqueles que por força desta alteração vão passar (muitos já passaram) a ter de bater a outras portas, não devem estranhar quando perceberem que por estes lados se fechou o caminho do oportunismo. 

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