sábado, 31 de janeiro de 2015

virgínia

Há uns dias que ando tentado a voltar a Virgínia Woolf. Àqueles diálogos em que me desconcerta com o brilhantismo e concisão das suas ideias. O pior é que ela pertence ao abrangente grupo das minhas preferências literárias pelas quais depois de passar fico que tempos sem mão. Sem mão, sem dedos, sem pulso. Sem tudo. São daquele género de autores que castram como tesouras afiadas. Lê-los é ficar impotente. Um mês ou dois, pelo menos. Depois, só à custa de umas quantas noites ali pelos bares de alterne da Duque de Loulé, com a ajuda (terapêutica, bem se vê) dalgumas das meninas brasileiras mais competentes a ressuscitar mortos, é que lá volto a conseguir que a imaginação me dê corpo e tom à escrita. Ou isso ou uma valente ‘buba’ com vinho tinto marado, que é também muito eficaz passado que esteja o período de etílica euforia e a correspondente ressaca, de três dias. 

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