segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

aos meus netos com amor



E porque não cabe em mim mais amor do que o tenho pelos meus, têm os últimos dias, no tempo que neles reservo a este respirar que é a escrita, decorrido à volta do esquiço a que deverá obedecer o tomo que quero deixar ao meu segundo neto.

Assim, a escassos dois dias de finalmente entregar a produzida obra ao mais velho (isto da obra é pretensão de mau vaidoso, não liguem), busco encontrar no plano do próximo o espaço em que despeje o que por ele tenho vindo a colectar.

Enfim, se mesmo não o sabendo fazer é tão difícil aquietar um avô empenhado em deixar equitativamente  repartidos os seus fracos dotes, não sei como seria caso soubesse realmente escrever.

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