E
porque não cabe em mim mais amor do que o tenho pelos meus, têm os últimos
dias, no tempo que neles reservo a este respirar que é a escrita, decorrido à
volta do esquiço a que deverá obedecer o tomo que quero deixar ao meu segundo
neto.
Assim,
a escassos dois dias de finalmente entregar a produzida obra ao mais velho (isto
da obra é pretensão de mau vaidoso, não liguem), busco encontrar no plano do próximo
o espaço em que despeje o que por ele tenho vindo a colectar.
Enfim,
se mesmo não o sabendo fazer é tão difícil aquietar um avô empenhado em deixar equitativamente
repartidos os seus fracos dotes, não sei
como seria caso soubesse realmente escrever.
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