Se
há coisa de que a net é fértil é de logro. Embuste, trapaça, ilusão ou faz de
conta. A cada pedra levantada corresponde um caso ou dois. Imagens maquilhadas
por uma respeitabilidade que não se possui, perfis assentes em alicerces
inexistentes, pessoas de bem que o não são, falsos deuses e deusas, ignorância
oculta atrás de simulados saberes. Enfim, um nunca mais acabar de manhas de que
se servem todos os ‘falsificadores de honestidade’ deste tempo.
Perante
tal paisagem a coisa que mais me surpreende ainda é a facilidade com que aqui
se muda de cara. Como se pudesse alguém esquecer hoje ‘a-merda-de-pessoa’ que
fora até ontem e, assim, do nada,
bastasse aparecer agora, vestido/a de boas intenções para que os tomem pelo
que nunca foram ou virão a ser - gente fiável.
Contudo,
se a cada pedra corresponde um caso ou dois, outros calhaus há que albergam dezenas
deles. Talvez, digo eu, sejam estes os mais fáceis de identificar, pela
quantidade dos seus ardis, pelo que se lhes conhece da vida e se percebe que com ela não confere.
Há
muitos até, que incapazes de alguma vez terem
sido bons para si, ou para os seus, um belo dia aqui aparecem a querer
sê-lo para os outros. Acrescentando engano à mentira.
Enfim,
a realidade é desconfortável à vista e sobre ela se intersectam muitas histórias,
assuntos e até relações sem uma coisa, ou outra (isto é, sem história nem assunto).
Daqui resulta que a minha compreensão dessa gente dependa, fundamentalmente, da
proximidade que estabelecemos. Ou não (felizmente).
Sem comentários:
Enviar um comentário