quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

no que a net é fértil

Se há coisa de que a net é fértil é de logro. Embuste, trapaça, ilusão ou faz de conta. A cada pedra levantada corresponde um caso ou dois. Imagens maquilhadas por uma respeitabilidade que não se possui, perfis assentes em alicerces inexistentes, pessoas de bem que o não são, falsos deuses e deusas, ignorância oculta atrás de simulados saberes. Enfim, um nunca mais acabar de manhas de que se servem todos os ‘falsificadores de honestidade’ deste tempo.

Perante tal paisagem a coisa que mais me surpreende ainda é a facilidade com que aqui se muda de cara. Como se pudesse alguém esquecer hoje ‘a-merda-de-pessoa’ que fora até ontem  e, assim, do nada, bastasse aparecer agora, vestido/a de boas intenções para que os tomem pelo que nunca foram ou virão a ser - gente fiável.

Contudo, se a cada pedra corresponde um caso ou dois, outros calhaus há que albergam dezenas deles. Talvez, digo eu, sejam estes os mais fáceis de identificar, pela quantidade dos seus ardis, pelo que se lhes conhece da vida e se percebe que com ela não confere.

Há muitos até, que incapazes de alguma vez terem sido bons para si, ou para os seus, um belo dia aqui aparecem a querer sê-lo para os outros. Acrescentando engano à mentira. 

Enfim, a realidade é desconfortável à vista e sobre ela se intersectam muitas histórias, assuntos e até relações sem uma coisa, ou outra (isto é, sem história nem assunto). Daqui resulta que a minha compreensão dessa gente dependa, fundamentalmente, da proximidade que estabelecemos. Ou não (felizmente). 

Sem comentários: