Por muito que a
escrita engane, e é sabido como engana bastante, quem a usa procura a verdade.
E, mesmo quando o que alcança não passa de um sentido desviado dela (da
verdade), encontrá-la nem sempre significa que ela nos agrade.
É assim que o
bálsamo da escrita funciona como uma máscara do nosso eu mais íntimo, atrás da
qual se esconde a mais irracional das mentiras.
Em suma, manda a
verdade que a escrita ilude, que embelezando a crueza da vida o que sobra é o
ruído onde a esperança se afunda.
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