Se de cansaço ou aceitação me deixo iludir de vez em quando é porque, de tanto desafiar o mundo e as leis,
a ordem natural das coisas, ou a triste banalidade das ideias e dos
acontecimentos, já não aguento mais realidade. Então, procuro desesperadamente uma nesga de
esperança entre os meios e os fins e, quantas vezes, mesmo sem contar com o fôlego recomendável para tal feito, retiro-me para os meus adiados prazeres acoitado na
minha iluminante solidão.
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