quarta-feira, 1 de outubro de 2014

o melhor amigo do homem



Até hoje só fui mordido duas vezes, por dois cães. Uma delas tinha eu acabado de fazer festas ao bicho (um pastor alemão) quando, dois passos à frente,  lhe senti os dentes nas costas. Não estava vacinado, foi recolhido pelo canil municipal, tive de levar dúzias de injecções de penicilina. O outro, tratou-se dum amigo de longa data cujo nome esqueci (é mentira, claro, mas dá gosto dizê-lo), com quem tinha andado a estudar na adolescência.  Estava vacinado, bastou enxotá-lo.  Jurei a mim mesmo nunca mais confiar assim em ninguém. Nem nos seres racionais. Tenho-me dado bem, confesso. 

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