Dar desproporcionado relevo e importância às coisas que a não possuem é
algo que nos aproxima do confuso e pequenino absurdo que é ignorar o que isso representa. E
representa muito pouco de facto. Então, impus a mim mesmo a obrigação de
reconhecer que são muitas as coisas que realmente não possuem a importância que
lhes dou. Distinguir o embrulho do conteúdo é preciso para que possamos
valorizar apenas o que é digno disso. O resto, bom, o resto são reacções em que
de forma inadequada valorizamos porcarias que não cabem na cabeça de um
alfinete. O importante é amar no presente
os que amamos, e nos amam a nós, porque amanhã (ou logo à noite, quem sabe) o
futuro pode já não passar de uma luzinha
que se extinguiu.
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