E o fogo pegado, como era de
prever (e esperado), ao bombeiro levou que se gritasse. Uma vez, duas, e até três. Que nada, não atende. Insistindo e
repetindo, o lume a arder e o bombeiro que não responde. Coisa insólita. Se desde
Março já são dezenas as fogueiras extintas!?
Se desde então, todos os santos meses, cinco ou seis descontando aqueles em que foram
dezasseis?! O que se passa agora que
isto vai tudo a eito, devorado pelas labaredas da indiferença, na combustão que
o vento a favor do desinteresse há tanto anunciava? Nada a fazer. A não ser que, talvez, quem sabe, nos atendam
num outro quartel. Ligo já, decidiu-se então,
determinada, a voz de comando. E, enquanto isso,
aconchegando a tardia precaução que o medo do desconhecido recomenda, já vai pensado:
e se não conseguirem, que fazer?
Gritou, então, baixinho, lá de longe, o surdo bombeiro: talvez
esteja chegada a altura de irem ao cemitério local buscar os tais insubstituíveis
que, consta, por lá abundam em generosa porção.

Sem comentários:
Enviar um comentário