quinta-feira, 2 de outubro de 2014

filomena

Não se lhe pede a perfeição e no entanto ela lá tão perto (mas tão perto). Não se lhe dá o que é devido (que é mesmo) e no entanto ela nem um ai. E se sem parar quisesse eu, assim podia ficar (uma noite e um dia) a dizer dela o mais que aqui não cabe e trago calado. Mas se paro (e paro já) é porque as plaquetas estão em baixo e não lhes deve dar grande sustento  o custo com que mal seguro o coração cheio das lágrimas que o momento íntimo destas revelações me causam.  Ainda assim, não as dando por escusadas nem as querendo evitar, vos digo que há 36 anos a meu lado ela é a mais sublime constante da minha infinita felicidade.


(Só espero que ela consinta - e não desgoste - este muito falar e pouco dizer que lhe dedico, já que, com a fervura dos acontecimentos estivais, nem uma prenda digna lhe dei no seu aniversário.)

5 comentários:

Filomena disse...

Cheia de vergonha, apesar de haver motivo para me sentir vaidosa.

jota eme pê disse...

Não há mal nenhum em ter vaidade, desde que justificada. Ainda assim, no teu caso, eu sei que é muito mais confiança do que vaidade aquilo que sentes. Obrigado por seres quem és.

Unknown disse...

UAU!!! Não podia deixar de comentar... mas como fiquei sem palavras, só me sai UAU! Por isso aqui vai alto e bom som. UAU!!!!

jota eme pê disse...

ANA (Ainda a sorrir) há neste teu comentário uma admiração (quase alegria) nascida dessa deferência substancial que é a generosidade. Gostei (gostámos) muito. Das tuas palavras e do gesto. ;-)

Unknown disse...

É mesmo admiração e alegria. :)
Beijinhos